Terça-feira, Dezembro 22, 2009

RAPIDAMENTE (POIS CONTINUO NO "ATÉ ANO QUE VEM")
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Vi o filme Os fantasmas de Scrooge faz algumas semanas. Está excelente! Bem fiel ao livro (Um conto de Natal, de Charles Dickens). Então resolvi copiar uns trechos dele para deixar minha mensagem de NATAL aos leitores do Desanuviando:
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(...)Os caminhos humanos fazem prever seus próprios destinos. E todos aqueles que continuam nesses caminhos acabam por alcançá-los. - disse Scrooge. - Mas se decidirem mudar de caminho, esse destino também mudará.
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(...)- Prometo venerar o Natal do fundo do meu coração e cultivar seu espírito durante o ano inteiro.
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(...) - Sinto-me leve como uma pluma, feliz como um anjo e alegre feito um menino. Estou eufórico como um bêbado. Um Feliz Natal para todos! Um Feliz Ano-Novo para o mundo inteiro! Viva!
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(...) Scrooge fez tudo isso e ainda muitíssimo mais. (...) Scrooge (...) também se tornou um bom amigo, um bom chefe e um bom homem, o melhor que a cidade já conhecera ou que qualquer outra cidade poderia ter conhecido.
Muita gente riu da sua mudança, mas ele deixou que rissem, pois tornara-se sábio o bastante para entender que nunca algo de bom acontece neste mundo sem que alguém encontre nisso motivo de riso e zombaria. Como sabia que essas pessoas permaneceriam cegas para a bondade, preferiu vê-las enrugar os olhos em um sorriso de gozação do que vê-las demonstrarem sua enfermidade de uma maneira menos atraente. Seu coração transbordava de felicidade, e isso era o bastante.
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(...) E todos concordavam em dizer que ali estava um homem que sabia celebrar o Natal e manter seu espírito vivo o ano todo - se é que algum homem consegue isso. Que o mesmo possa ser dito de cada um de nós. E, como dizia o pequeno Tim, que Deus abençoe cada um de nós!
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Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

ATÉ ANO QUE VEM
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(imagem daqui)
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Estou me sentindo um pouco estúpida, um pouco resignada, um pouco sem saco mesmo - me desculpem o termo. Talvez tudo isso se resuma a ... "estou exausta".
Fui buscar uma imagem para o post de hoje, para este meu estado de espírito, e encontrei essa corredora. Ela passou pela linha de chegada e caiu de exaustão. Afe! Pois eu passei do meu limite e nem mesmo um outro post vou conseguir escrever antes de 31 de dezembro.
Portanto, já me despeço de 2009 no Desanuviando.
Obrigada, meus amigos, pelas visitas, pelos comentários, pelas inspirações, pelas críticas e elogios. Fiquem com Deus. Tenham ótimas festas e até 2010, com energias recarregadas.
Agora, só preciso de mar, sombra e água (de coco) fresca.
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(do site: www.melhorpapeldeparede.com)
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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

FILME: O TERCEIRO HOMEM
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Pessoal, vou começar os posts sobre os filmes que mencionei - os que eu fiquei com vontade de assistir. Mas não vou comentar pela ordem cronológica deles, pelo seguinte: depois do último post, recebi o email de um amigo comentando sobre O TERCEIRO HOMEM. Vejam o que ele escreveu:

Este filme: O TERCEIRO HOMEM (THE THIRD MAN, 1949), de Carol Reed, é excelente. Sua história foi escrita de encomenda, para ser mesmo roteiro de filme, escrita de propósito para isso. O autor, famoso romancista GRAHAM GREENE , é o mesmo autor de O PODER E A GLÓRIA, livro que se baseia na trágica perseguição religiosa feita aos católicos no México.
O clímax de O TERCEIRO HOMEM é o tenso encontro dos dois amigos, Holly Martins e Harry Lime, sozinhos na cabine de uma enorme roda gigante . O diálogo dos dois mereceria talvez um comentário no seu blog.
A música de fundo do filme ficou célebre: THE THIRD MAN THEME .
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Bastava esse comentário para eu já ficar com a vontade aguçada. Mas ainda tem este trecho do livro 1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER sobre o tal filme:

(...) Depois de todos esses anos, não é exatamente uma surpresa, mas o momento em que o Harry de Welles é pego por um facho de luz da rua enquanto um gato se esfrega em seus sapatos ainda é mágico. O tema de cítara inesquecível de Anton Karas se destaca na trilha sonora e Welles faz praticamente uma ponta como um dos vilões mais charmosos do cinema. A fala mais famosa de O TERCEIRO HOMEM - a piada do "relógio cuco", contada no alto da roda-gigante de Viena - foi escrita por Welles no calor do momento, como acréscimo ao roteiro de Greene, dando substância ao personagem e talvez assegurando a grandeza duradoura da película. (...)
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Meu amigo - o que me enviou o email -, prometo que, assim que assistir ao filme, farei um comentário sobre o tal diálogo. Estou curiosíssima!
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Domingo, Novembro 29, 2009

UM LIVRO EXCELENTE

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Um dos meus irmãos acaba de comprar o livro 1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER. É excelente! Não páro de o folhear e me perder nas ótimas críticas que aparecem para os 1001 filmes. Tem desde a época do cinema mudo - o primeiro da lista é VIAGEM À LUA, de 1902 - até filmes mais recentes, como DESEJO E REPARAÇÃO (é o último do livro).
E cada filme que aparece ali está por um motivo: ou inovou em algo (em cenas, em jogo de câmeras, em sonorização, em efeitos especiais etc etc), ou foi um sucesso de bilheteria, ou era simples mas genial, enfim, alguma coisa de destaque ele teve para entrar pro livro.
Obviamente, ainda não tive tempo de ler os 1001 filmes, mas houve alguns que já marquei porque me despertaram a curiosidade para assistir. São estes, em ordem cronólogica:
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- ACONTECEU NAQUELA NOITE (IT HAPPENED ONE NIGHT, 1934), de Frank Capra;
- A MULHER DO PADEIRO (LE FEMME DU BOULANGER, 1938), de Marcel Pagnol;
- CARTA DE UMA DESCONHECIDA (LETTER FROM AN UNKNOWN WOMAN, 1948), de Max Ophüls;
- O TERCEIRO HOMEM (THE THIRD MAN, 1949), de Carol Reed;
- BRINQUEDO PROIBIDO (JEUX INTERDITS, 1952), de René Clément;
- VIVER (IKIRU, 1952), de Akira Kurosawa e
- RAN (RAN, 1985), de Akira Kurosawa.
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Nos próximos posts, vou mostrar o que a crítica falou sobre cada um desses filmes. Até lá!
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p.s.1: até agora senti falta de alguns filmes (e acho que isso sempre ocorrerá, em qualquer lista de "os melhores"). Por exemplo: MELHOR É IMPOSSÍVEL e JAMES BOND.
Embora eu não suporte o James Bond (ao contrário da minha família, que não perde um filme dele), acho que é um filme conhecidíssimo, que certamente marcou gerações, principalmente quando era com o Sean Connery. E se nesse catálogo de 1001 filmes aparecem filmes como TOP GUN-ASES INDOMÁVEIS e O EXTERMINADOR DO FUTURO, acho que JAMES BOND também merecia aparecer.
Um dos meus irmãos disse ter sentido falta de FOMOS HERÓIS. Mas esse, realmente, poucas pessoas o assistiram e o comentaram.
Quanto ao filme MELHOR É IMPOSSÍVEL, ele só é rapidamente mencionado na crítica sobre o filme LAÇOS DE TERNURA, pois ambos são do mesmo diretor, James L. Brooks, e têm o Jack Nicholson como ator. Engraçado que na crítica sobre LAÇOS..., ele diz: "permite que seu enleco encene uma das mais comoventes cenas de leito de morte na história recente do cinema". É verdade. Vi este filme, pela primeira vez, no começo deste ano. Quando chega nessa parte, não me agüentei. É triste pra ca-ram-ba! Dá um aperto enorme no coração. Talvez por ser um filme tão pesadinho (apesar de uma ou outra cena cômica), não tenho vontade de o assistir novamente. Em compensação, MELHOR É IMPOSSÍVEL, eu vi duas vezes no cinema e milhões de outras vezes em DVD. É um dos melhores e mais bonitos filmes que já fizeram. Sem contar na trilha sonora, nos diálogos e no cachorrinho maravilhosos.
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p.s.2: alguns diretores que aparecem bastante nesse livro: Hitchcock, Capra, Fellini, Kurosawa. Não eram simples diretores, eram verdadeiros gênios do cinema.
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Sábado, Novembro 28, 2009

DESCONFORTOS
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# 1
Kiko comentou comigo o que viu em uma reportagem: a atriz Fernanda Torres acaba de sair de um tratamento para se livrar do vício da cocaína.
Ué? E ela não era comediante? Que alegria é essa que faz alguém usar drogas?
É que, então, não era alegria. Era mais um sorriso a la Coringa: Medonho! (*)

(*) Sempre achei o Coringa o mais medonho de todos os vilões do Batman. Aquele eterno sorriso estampado no rosto, enquanto faz as piores atrocidades que alguém é capaz de fazer. Ui...
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#2
Em um certo hotel cinco estrelas, de uma determinada Vila, um ricaço ficou hospedado na melhor suíte, uma que é de frente para o mar.
De noite, ligou para a recepção:
- Não agüento mais esse barulho de mar no meu quarto.
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CONFORTO
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Pego na estante de livros de um dos meus irmãos um livro que está próximo. Chama-se CONTROLE CEREBRAL E EMOCIONAL, de Narciso Irala. Percebo que é um livro de alta ajuda. Abro ao acaso em uma página qualquer. Está falando sobre a felicidade. Vejam:
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- A felicidade é nobre. Não há verdadeira felicidade no vício, nas cousas baixas ou no prazer ilícito. Após uma satisfação momentânea, segue-se um vazio e uma amargura persistente.
- É tranqüila e recolhida. Não há felicidade na agitação e na desordem. Só se encontra no que há de mais íntimo no ser racional.
- Consiste numa satisfação interior e fundamenta-se em paz inpertubável.
- Não se baseia em riquezas, prazeres ou poder. Costuma encontrar-se mais paz e alegria entre os pobres sem miséria, que entre os ricos e poderosos. Muitos milionários, oprimidos por preocupações, sentiram saudade dos anos de sua juventude pobre.
- A felicidade não é causada pelos acontecimentos porque, às vezes, do mesmo fato, uns tiram resignação, paz e alegria e outros, desespero e tristeza.
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Quarta-feira, Novembro 25, 2009

AUTO-AJUDA
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Se vocês repararem na letra desta música, verão que ela é muito auto- ajuda. Principalmente nas partes em que fala "love is in the air, everywhere I look around (...) every sight and every sound". Lembram as afirmações positivas que a Louise Hay nos sugere repetir diariamente: o amor está em todos os lugares...etc
E se vocês repararem, também, no cantor, verão que, à medida que ele vai repetindo o refrão, ele vai ficando mais feliz. Então, todo mundo cantando: Love is in the air...
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Terça-feira, Novembro 24, 2009

GESTOS BONITOS
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Acho bonito gesto de gratidão. Ontem soube de um rapaz que está ajudando outro rapaz com matérias na faculdade. O rapaz ajudado tem ido muito bem nas provas, graças a essas "aulas" do amigo. E este amigo está dando aula na amizade, sem cobrar nada, só pela ajuda mesmo.
Pois no domingo, o amigo ajudado foi visitar esse amigo-professor e levou-lhe um presente. O que recebeu não estava esperando nada e nem achava que o outro tinha obrigação de lhe dar nada. Isso foi o mais bonito: foi espontâneo. O outro quis dar o presente porque, certamente, tem um espírito de gratidão. E eu acho bonito isso. Algo de que devemos nos lembrar, para sempre fazermos igual. Porque é aquela história: ninguém é obrigado a ser gentil, mas gentileza faz uma diferença...
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Outro episódio que me contaram. Uma mulher que estava cheia de problemas procurou uma senhora que fazia reiki. A tal mulher não tinha condições de pagar pelas sessões de reiki e falou isso para a senhora. Esta disse que, no final de dez sessões, pensaria em como a mulher poderia retribuir.
Pois durante os encontros, a senhora do reiki percebeu que a mulher não tinha dinheiro porque ajudava a família toda. Nunca sobrava nada para ela. O senso de dever dessa mulher era tão grande, que já não pensava em comprar nada para si. Ela, na verdade, já nem pensava mais em si.
Acabaram-se as dez sessões e a senhora cobrou:
- Em troca, vou pedir que você compre dois vasos de violetas cor de rosa. Um vaso vai ser meu; o outro vai ser seu. Depois volte aqui. Você acha que pode comprar isso?
A mulher disse que sim, foi à floricultura e voltou com dois vasos de violetas na cor rosa. Mas logo que voltou para fazer o "pagamento", confessou que ter comprado as flores para a senhora foi fácil. Porém, comprar as flores para ela mesma foi dificílimo, ainda mais na cor rosa...
A senhora imaginou que seria difícil, e disse que pediu na cor rosa para ela voltar a se valorizar. (Parece que o rosa tem alguma relação com a auto-estima da mulher.) E ter se permitido comprar um presente para si foi um gesto simbólico para ela voltar a se cuidar, e a cuidar dos seus próprios problemas, antes de ajudar os demais. Só assim ela poderá ajudar os outros, sem carregar o mundo nas costas, sem se afundar.
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Outro episódio. Este, eu vi faz uns cinco anos, e estava no carro com a minha mãe. Estávamos bem atrasadas para ir não lembro aonde. De repente, um pouco mais a frente, avistamos duas crianças no meio da rua, tentando atravessar, mas não conseguiam por causa dos muitos carros que passavam. Os dois pareciam irmãos. Era um menino e uma menina, e o menino era mais velho que a garotinha. Minha mãe parou o carro para eles poderem atravessar. O garoto agradeceu e abraçou a irmãzinha com tanto zelo e tanta proteção, que ficamos comovidas. Sei que contando pode não ter o mesmo efeito. Mas, naquele momento, ter visto um garotinho pequeno, cuidando com tanto esmero da irmãzinha menor ainda, sem nenhum adulto por perto, nos tocou. Um senso de desvelo em um garoto daquela idade foi bonito de ver.
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Esses pequenos gestos, para mim, é que verdadeiramente transformam as pessoas. Uma revolução com candura, que vai transfigurando a vida e o ser de cada um.
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Estava pensando em contar esses episódios (e creio que há muitos outros que agora não lembro), mas não sabia quando eles virariam post. (Pois, caso vocês não saibam, alguns posts têm vontade própria. Eles só vêm para o Desanuviando quando querem.) Então hoje recebi por email um trecho muito bom do livro SÃO BENTO - O ETERNO NO TEMPO, de autoria do já falecido Dom Lourenço de Almeida Prado, antigo reitor do colégio São Bento, no Rio de Janeiro. Daí os episódios pediram para virar post e me obrigaram: esse trecho do livro vem junto com a gente!
Eu, reles bloguista, obedeço. Aí vai o trecho:
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Já se disse que o avanço da civilização, isto é, o amadurecimento da vida do homem em sociedade, pelo acesso à vida civilizada, não tem sido causado pelos grandes políticos reformadores, nem pelos grandes generais ou líderes revolucionários, mas pelo trabalho silencioso e quase imperceptível daqueles que vão introduzindo no convívio da família, nos grupos de trabalho, da aldeia ou da fazenda, princípios de relacionamento, práticas de reciprocidade e mutualidade, que se transformam em hábitos comuns e depois são acolhidos e consagrados pelas leis.
Podemos dizer, nesse sentido, quase sem exagero, que a verdadeira história da humanidade não está nos compêndios. Estes tratam das guerras e das revoluções, do surgimento e da derrubada dos tiranos, do crescimento e da morte dos impérios e quase nunca se dão conta de que,entre a hora em que um rei suplanta o seu antecessor e a hora em que ele mesmo é suplantado, não há um passo sequer de verdadeiro progresso humano. O progresso verdadeiramente digno desse nome vem de dentro,nasce no coração humano que se aprimora, e transborda para as leis e as instituições.

(op.cit. pg. 189,190)

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