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sexta-feira, março 27, 2015
UMA MENINA CHAMADA ALEGRIA - ou: ANA JÚLIA
I
Aquela menina de 5 anos é tão alegre, mas tão alegre, que, se não se chamasse Ana Júlia, seria Alegria.
II
Ana Júlia, quando a visitamos em sua casa, não entra simplesmente para nos cumprimentar; ela salta para dentro da sala, gritando de braços abertos:
- Oi, gente!
E corre para nos abraçar.
III
Quando disse para a Ana Júlia que ela iria me visitar e que tem praia na Minh'Aldeia, ela falou:
- É a minha salvação!
- Salvação? Por quê? - perguntei.
E ela respondeu:
- Porque adoro praia!
IV
Falamos sobre casamento na frente da Ana Júlia, daí ela nos interrompeu:
- Estou doida para casar!
O quê?! Dá pausa e rebobina. Ela disse o quê?
- Estou doida para casar!
Os adultos nos matamos de rir.
Então, perguntei:
- E você já gosta de alguém?
Ela disse:
- Sim, do Luís. Ele já me salvou.
- Como? - fiquei curiosa.
- Eu fiquei presa no escorregador e ele me ajudou a sair. E ele é mais velho que eu: tem sete anos. Quero me casar com ele.
quinta-feira, março 19, 2015
UMA TARDIA MAS JUSTA DECLARAÇÃO DE AUTORIA (no dia de São José)
Mais ou menos 7 anos atrás, postei uma imagem linda e alegre aqui no blog. Foi no dia 13 de junho de 2007 (AQUI), Contei, na época, que não consegui encontrar o nome do artista. Uma pena.
Dias atrás, me lembrei dessa imagem e não sosseguei enquanto não encontrava o autor. Parece que a imagem sumiu da Web! Mas, seguindo um link aqui, seguindo outro ali, encontrei quem a desenhou: LUIZA CAETANO.
Luiza é portuguesa, já ganhou vários prêmios por suas (encantadoras) pinturas naïf, é poetisa e tem uma sensibilidade incrível!
Vale a pena procurar seu trabalho pela internet. Seus quadros são lindos e alegram a alma!
Para o dia de hoje, dia de São José (que isso fique registrado!), não compartilho aquele quadro que postei aqui em 2007, pois, como a Luiza me disse, já foi vendido (snif, snif...), mas compartilho um outro com a mesma temática do amor e do casamento. Abram alas, que o AMOR COM AMOR está chegando:
(Amor com amor, de Luiza Costa) |
sexta-feira, março 13, 2015
HISTÓRIAS DA VIDA REAL - ou: "Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer em Paris"
Ela descobriu que o marido a traía. Ficou arrasada, terminou o casamento.
Passado um tempo de luto, convidou uma amiga para afogar as mágoas em Paris, cidade onde ela morara quando criança. A idéia da viagem era tentar esquecer o traste e revisitar os lugares que costumava frequentar com a família.
Foi em um desses lugares da infância que ela reencontrou, por acaso, um amigo brasileiro que também tinha morado na França naquela época. Ele era um pouco mais velho e estava em Paris para participar de um congresso. Foi uma alegria, para ambos, se encontrarem e recordarem a amizade que tiveram quando mais jovens.
Combinaram de passear juntos nos dias seguintes: ela, a amiga e ele. A amiga, depois de um certo horário, dizia que estava cansada e ia para o hotel. Então, os dois continuavam passeando e conversando. Qual era mesmo o objetivo da viagem? Ela nem se lembrava mais. Aquele encontro foi totalmente inesperado, mas trouxe nova alegria ao seu espírito. E o detalhe é que eles descobriram que moravam na mesma cidade aqui no Brasil.
Fim das férias, hora de voltar para casa. Mas, mal sabia ela, que uma nova casa a esperava: passados alguns meses desde que retornara ao Brasil, ela e esse amigo se casaram e agora moram juntos num lar que, como eles dizem, começou a ser construído em Paris... quando ainda eram crianças.
sexta-feira, março 06, 2015
DO LIVRO SOBRE HCB
Um fato interessante na biografia de Henri Cartier-Bresson é que ele foi preso pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Ele e alguns outros artistas foram levados a um campo de prisioneiros (que, como diz Pierre Assouline, no livro CARTIER-BRESSON - O olhar do século, "um campo de prisioneiros não é um campo de concentração, nem um campo de extermínio, mas é um campo"), e logo surgiu uma obsessão para o fotógrafo e um amigo: fugir. Essa perspectiva, como conta Assouline, "os faz aguentar, evita que caiam em depressão". É, em resumo, uma idéia que lhes enche de esperança.
Saber que o fotógrafo do século tem um capítulo desses na sua história pessoal é, por si só, interessantíssimo. Mas ler o episódio de um dos momentos em que a fuga falhou e eles precisam recuperar as esperanças é fascinante - e, para mim, pelo menos, inspirador. Dêem uma olhada no trecho a seguir:
Na primeira vez, o mau tempo lhes prega uma peça. Acabam recebendo o isolamento na cabana de bambu do barracão dos fugitivos. Junto com Alain Douarinou, também candidato à grande viagem, Cartier-Bresson é condenado a cumprir 21 dias de solitária e dois meses de trabalhos forçados em companhia disciplinar antes de voltar ao stato quo ante. A não ser por um detalhe, todavia essencial. Num dia de grande tristeza, quando os dois estão agachados no fundo de um pequeno vale sinistro trabalhando a terra numa fazenda, seu camarada (...) de repente se vira para ele:
- Olha, Henri, para além dessa colina, imagine que está o mar...
É pouco, mas essa frase, daquelas que ajudam a continuar vivendo nos momentos de aflição profunda, mudou sua visão de mundo. Ao oferecê-la (pois em tais circunstâncias é um presente insubstituível), seu amigo (...) o transtorna permanentemente. A partir de agora, ele saberá o que conta, o que é importante, o que prevalece sobre todo o resto: manter o olhar na linha do horizonte.